segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A REVOLUÇÃO DAS FLORES
















Como foi difícil aceitar que falhamos...
Queríamos uma revolução de valores, de direitos e deveres.
Éramos um povo em construção...
As ruas eram nossas, a consciência também.
Combateram-nos com a ponta da baioneta, aos gritos.
Nossos professores nos preparam para uma batalha de palavras.
Mas, calaram nossa voz, sufocaram nossa liberdade, perdemos.
Perdemos tanto que até hoje, não ficamos sabendo que perdemos.
Tiraram-nos o direito de saber...
Encurralaram-nos, nas favelas, nos salários ínfimos, na burocracia,
na ausência de cultura, na má distribuição de serviços públicos,
nas péssimas escolas, e nos manipulam através da mídia.
Deram-nos líderes pífios, discursos fáceis.
Vivem na soberba, e estimulam a miserabilidade do povo.
Os mantêm reféns do estado, não exaltam a individualidade.
Não estimulam o crescimento, os mantêm incultos.
E a impunidade é tamanha que corrupção é uma disposição moral.
E político é sinônimo de corrupto.
Crápulas, vil, não nos respeitam.
E nós... rimos, assistimos na TV, lemos os jornais, e ai?
Hoje acordei injuriado...
“pra não dizer que não falei das flores” vou caçar borboletas,
e depois soltá-las...é obvio.

Ari Mota

Um comentário:

Sonhadora disse...

Ari
Belo desabafo
Adorei
Beijinhos
Sonhadora