quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O PALCO E A MÁSCARA










Quando despertava a consciência do existir,
deram-me, um palco e uma máscara.
O palco seria o espaço da existência:
os caminhos a percorrer, as batalhas,
os amores, as derrotas e vitórias.
A máscara seria para interpretar,
os personagens no teatro da vida.
Iria mensurar as minhas dissimulações,
apresentar minhas inverdades,
demonstrar o tamanho da minha vilania.
A máscara iria omitir, esconder,
a exatidão da minha natureza.
Minha abordagem para a máscara,
foi de retê-la em minhas mãos.
Não iria permitir o uso de tal instrumento.
O palco chamei de minha vida.
E a vivi sem muita dramaturgia.
Cada ato, cada gesto, cada expressão,
procurei vive-los de forma singela.
Os atos foram ternos, sutil e humanos
Os gestos simbolizaram equilíbrio e paz.
As expressões foram palavras de amor.
Fiquei toda a minha vida com a máscara na mão,
não a levei ao rosto em nenhum momento.
Estava cansado de ver todos usando a sua.

Ari Mota

Um comentário:

Sonia Pallone disse...

Por mais transparentes que sejam as máscaras, difícil reconhecer quem as veste...Continue assim, de cara limpa e coração vestido de poesia.Bjs.