segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ABISMO








Entre eu e ela a distancia era pequena,
o que na verdade nos separava,
era um abismo profundo.
Como acompanhar aquela mulher, toda uma vida.
O meu grande medo,
era um dia ser absorvido pelo vazio,
pelo meu vazio.
Ela tinha o tamanho do mundo,
percepção clara dos caminhos da vida.
Intelectualizada, sem soberba.
Rica em essência...
sabia da fugacidade dos aplausos.
Compreendia as diferenças humanas.
Na simplicidade, mostrava robustez de alma.
Era grande no pensar e no agir.
Não consegui acompanha-la.
Minhas habilidades de guerreiro,
eram incompatíveis em suas batalhas.
Ela, era maior que ela mesma.
Sutil, tinha um olhar visionário.
Sagaz, vivia o amanha.
Beligerante, construía seu próprio andar.
Não consegui transpor aquele abismo.
Ela certa noite, num beijo terno,
fez as malas e partiu.
Seu olhar do outro lado do abismo,
ainda era de amor.
E o meu também.

Ari Mota

3 comentários:

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Ari,

Difícil dizer algo perante um amor que não pode continuar junto ao outro...

Beijos,

Eloah Borda disse...

Vim agradecer sua visita ao meu blog de sonetos, e seu gentil comentário. Também li alguns de seus escritos e gostei do que li.Voltarei.
Abraço.
Eloah

Sonia Pallone disse...

Neste seu universo tive a minha emoção multiplicada ... Beijo e obrigada pelo carinho no Solidão de Alma.