segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DESACELERE


Desacelere...
Sem perder o ímpeto pela vida,
sem diminuir a velocidade do destino,
sem esvaecer a intensidade da luta,
sem abrandar o desejo,
sem atenuar o combate.
Desacelere...
Mas, não descuide do amor que carregas na alma,
nem deixe extinguir a esperança que trazes no peito,
tampouco faça sumir a possibilidade de sempre achar a saída.
Desacelere...
Sem que desapareça o brilho nos olhos, e a força do corpo,
não inutilize a capacidade de recomeçar sempre... todos os dias,
e nem caia em desuso, atualize-se, renove-se... aprenda a todo o momento.
Desacelere...
Sem desvairar-se com o que fez, ou com o que é,
e não fique conturbado com a rudeza da vida,
não entregue-se ao desanimo ou a inoperância.
Desacelere...
Para conseguir contemplar o dia... visualizar o amanha,
encontrar valores humanos... amar.
Desacelere...
Vale mais encontrar o caminho do que ganhar velocidade.
Desacelere...
Procure olhar para si... olhar para dentro... olhar para a vida,
e se encontrar.

Ari Mota


4 comentários:

paula barros disse...

Ótimo!

Esse mês estou acelerada...mas vou desacelerar logo, logo..

bjs

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

As vezes é uma necessidade do corpo e da alma.
Beijo, Ari :)

Naty disse...

Faz bem desacelerar um pouco.
O ritmo do dia a dia tem nos deixado vendados para as coisas boas que a vida nos dá todos os dias, mas não notamos.
As coisas simples, porém grandes.
O nascer do sol, o brilho das estrelas. O cantar de um pássaro.
Tudo isso são paraísos que muitos não parar pra ver porque não desaceleram o ritmo.

Belas palavras.
Abraços.

claudete disse...

Nem preciso dizer que conjugar este verbo em todos os sentido será minha meta : desacelerar é preciso, não podemos ultrapassar o tempo que temos em função do tempo que queremos.Bem oportuna a postagem.Abraços.