sábado, 17 de abril de 2010

O VENDEDOR DE VAZIOS



Quando sentires fragilizado... e a solidão sentar ao seu lado,
e cinicamente fitar seus olhos, e tomar de assalto sua alma,
e você desolado, não souber o que fazer.
Não saia em disparada, e nem vá procurar na próxima esquina,
ou na próxima banca a sua fé, sua esperança, sua força,
ou algo para preencher este vazio.
Há vendedores pífios em todos os recantos do mundo,
e irão convencê-lo de que detém antídotos para tal sintoma.
A maioria são atravessadores improdutivos, são incapazes de criar,
alguns... ainda, vendem coisas... tapetes, rubis ou hortaliças,
mas, outros e muitos, querem apossar e dirigir seus vôos,
delimitar seus caminhos, interferir nos seus sonhos,
e na totalidade tem perfis parecidos... falantes, demagogos.
Tenhas cuidado com os que apregoam o vazio, o nada.
Estão revestidos de insígnias, adornos emblemáticos,
e agem como representante direto das vontades divinas,
são semideuses, que comercializam a sua fé.
São vendedores de vazios...
Quando sentires fragilizado... peça socorro ao seu anjo,
ele sempre estará adormecido no silencio da sua existência,
acomoda num canto da sua alma,
esperando o seu chamado.
Ele virá socorrê-lo, orientá-lo
e protegê-lo dos vendedores de vazios.

Ari Mota

5 comentários:

Estrela vespertina...turbulenta! disse...

Ari,parabéns pelo texto,e como tens certezas,nada foge da verdade em tuas palavras.
tem pessoas vazias que vendem o vazio que tem dentro de si.
Muitos vendem aquilo que nem conhecem que apenas ouviram falar!
isso triste!
parabéns por está realidade poética.
beijos vespertinos de uma estrela turbulenta.

Sonhadora disse...

Ari
Deixo um abraço.

Sonhadora

Kyria disse...

Belíssimo e verdadeiro poema Ari, parabéns. Abs

claudete disse...

E como está...a pior coisa que pode acontecer a alguém é querer "possuir" o outro em todos os sentidos, nascemos para sermos livres e senhores de nós mesmos, orientados por Deus, Êste sim, regulador e mentor de nosss ações. É êle que nos deu o "Anjo da Guarda". Linda reflexão, Ari.
Abraços.

Denise disse...

Nossa bagagem é particular, e a fé que reside no recanto de nossa essência não adormece - foi construída passo a passo, cambaleante, até firmar-se e se acomodar no peito, serena, mas vigilante. Ela dirige a caminhada, preenche os vazios atendendo aos desejos que inquietam a alma. Socorre-a enviando um anjo!

Boa semana, repleta de inspiração!