sexta-feira, 5 de março de 2010

O SEMEADOR


A vida invariavelmente será sempre um eco...
tudo que emitir voltará para dentro de sua alma.
De nada adiantará viver toda uma vida manifestando carência,
sem jamais oferecer afeto.
E nem existir vertendo lagrimas,
sem destilar sorrisos e alegrias.
E tampouco fomentar conflitos existenciais,
sem atingir excelências em coerência e harmonia.
E ser um arremessador de pedras em destinos,
sem ser um semeador plantando flores pelos caminhos.
E nem arvorar-se em juiz e sair julgando sentimentos e vidas,
sem voltar-se para si, para a alma e se encontrar.
Não se apresente no palco da vida como vitima,
desponte para o existir... como guerreiro.
E não se apresente como professor insolente,
conviva com seus pares como um eterno aprendiz.
Não imponha suas idéias como um ditador,
envolva-se com os  mistérios da convivência,
transforme-se em um líder, sem impostura.
Não relacione com o mundo como um cobrador,
mais viva como um vendedor de sonhos.
Quando o eco da vida retornar para dentro de sua alma,
que você possa transbordar de alegria e paz.
Ao semear sonhos... colha ousadia,
ousadia de viver livre,
de viver com amor.

Ari Mota

6 comentários:

Denise disse...

Estou encantada, Ari!
A gente esquece de alguns básicos princípios, como "o eco da vida retornar para dentro de sua alma"...isso me faz festejar as mudanças...e desejar não esquecer de continuar modificando-ME...é tudo que podemos fazer!

Muito lindo este post!
Abraços, meu amigo!

Ana cristina Quevedo disse...

Na simplicidade das palavras,encontro a sapiência do mestre

Gostei muito, Ari

=)

Simplesmente Outono disse...

Meu paradoxo, muito prazer...

Sorrisos e lágrimas, algumas vezes ao mesmo tempo.
Superações e mágoas andaram de mãos dadas em sua maioria.
Desafios e surpresas nem sempre superados e tão agradáveis assim.
Infinitas dúvidas e certezas, uma perfeita e delicada simbiose.
Um pedido: que os melhores sentimentos simplesmente permaneçam onde estão.

Simplesmente Outono.

claudete disse...

´É esta contradição latente do homem que quando se manifesta de forma incontrolável traz consigo a dualidade que promove o desequilíbrio. O mal em sí não deve ser encarado como destruidor e sim como um desafio a ser vencido a cada dia. Abraços.

Maria Izabel Viégas disse...

ri, sempre me visitas, fico feliz como quem ganha um presente esperado e que complementa e nutre.
Volta e meia venho aqui,venho quietinha rs ... li vários tópicos teus. Amigo, vc é um encanto, um ser privilegiado.
Caso me permitas, posso um dia postar um a escrita tua, claro que com teus créditos e link?
Amo seu modo de encara a vida, sua plavra é alento e passa uma força de quem não teoriza...vivenciou e vivencia aquilo que prega.
Obrigada, resiliente amigo, conhecer-te foi um prazer imensurável!
beijos no seu coração!

Maria Izabel Viégas disse...
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