Eu... há
tempos... pousei na minha poesia,
e ela me
salvou,
eu
necessitava fugir da rudeza do dia,
da
aspereza das outras almas,
encontrar
outro caminho,
e ela foi
o lenitivo para a minha saúde mental,
para a
minha solidão,
- me
curei sozinho.
E nesse silêncio
que me habita,
nessa
duvida que me devora,
fui
descortinando os segredos da minha imensidão,
e a
poesia instalou aqui dentro.
Presenteava-me
leveza,
direcionava-me
quando perdido nos meus desertos,
e tudo
era de dentro, tudo era visceral,
passei a
ter coragem para ser feliz.
Fui de
mim... abrigo, quando tudo eram tempestades,
criei um
mundo sustentado por delicadezas,
e... é
nele que existo.
Revisito-me
todas as vezes que tenho que recomeçar,
passei a
ser paradigma de mim mesmo,
e fui me
tornando inteiro... sem metades.
Eu... há
tempos... vivo a minha poesia.
Com ela,
as cicatrizes tornaram-se marcas de luz,
afastei-me
do que fere para abraçar o que cura,
ela
redimensionou o meu silêncio,
suavizou
a minha alma,
preencheu
meus vazios de brandura,
foi com
ela que reacendi os meus amores,
- esses
quatro humanos que amei em outros tempos,
que os vivi...
muito antes desta vida,
esses amores
perdidos no tempo,
e que
estava adormecido do outro lado da alma,
- e foi
na poesia que os encontrei.
E hoje
vivo essa magia, essa emoção,
esse reencontro...
esse
atravessar de ternura.
Ari Mota
domingo, 25 de janeiro de 2026
A POESIA
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