Quando
recomecei...
Desconhecia
o caminho e a direção,
e o que...
eu queria era renascer maior,
revitalizar
a alma,
mas... permanecer
eu, me redescobrir,
ao meio
dessa insana solidão.
Eu só
queria... acolher-me com mais delicadeza,
e assim
fui encontrando o caminho de volta,
e
recomecei por dentro... sem cercas... sem grades,
sem o
peso do amanhã,
sem
acelerar em demasia,
sem esse
desespero exacerbado de vencer,
o que eu
procurava... era viver com mais leveza.
E aí...
embrulhado no meu silencio,
recomecei
em mim,
desvestindo-me
de toda a incerteza,
sem
abandonar a pessoa que fui.
Só sei
que a vida me virou do avesso,
e tive
que me vestir de mim mesmo,
para
entender que recomeçar não é fracasso,
é um
processo... formatando-nos para o fim.
E sem
tempo de sonhar... tive que acontecer,
sem
esquecer as tempestades que passei,
e a
recusa em ficar pelo caminho.
Abandonei
a margem de mim mesmo... o que me doía,
encerrei
ciclos, e aprendi aonde não voltar,
e
silencie-me em lugares que minha voz não era ouvida,
fui ser
ausência, lonjura... e não permaneci sozinho.
E passei
a não deixar nada para depois,
abandonei
a “espera.”
Não
permiti pausarem o meu existir,
recomecei
a revitalizar o que aprendi... e fui viver,
depois
das minhas tempestades... ressignifiquei o silêncio,
reconstruí
tudo que travei aqui dentro,
passei a
ser recomeços... não consigo desistir.
E
hoje...
Sou só
eu... vestindo-me de mim,
fui ser
o meu próprio cais,
onde...
chego sempre com a minha resiliência,
com a
minha loucura e teimosia,
onde me
esperam três dos melhores humanos que amei,
personagens
da minha história, da minha vida,
da minha
lúdica poesia.
Ari Mota
terça-feira, 30 de junho de 2026
REVITALIZAR A ALMA
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