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quinta-feira, 11 de julho de 2013

PARA NÃO DESISTIR...

Eu... às vezes saio de mim... só para me contemplar,
só... para asseverar se aquele ali sou eu.
Olho-me... encaro-me, vou além de mim, com toda a calma.
Não procuro similitude à beleza, nem a expressão da imagem,
o que busco... o que vasculho, é o que cativei na alma,
o que vivi...  a força que tive para nunca desistir,
e das tantas vezes que tentei... experimentei acreditar em mim,
e na minha coragem.
Eu... às vezes saio de mim... só para me observar,
só... para assegurar se o que carrego é meu.
E eu, que queria tanto, saí... tresloucado a procura de tudo,
tentei juntar tesouros, respostas, coisas,
tentei até descobrir quem eu sou,
e inadvertidamente o destino me fez... conter-me com o necessário,
e tudo isso me bastou.
Eu às vezes saio de mim... só para me ver,
só... para ter certeza se aquele ali... sou eu.
Visível foi que o tempo disfarçou o que de moço eu tinha,
e veio me testando... carregou o ombro de desanimo, me apoucou.
Mas, resiliente... fui contornando os descaminhos, os medos,
semeei teimosia, destemor e afastei de tudo que me amesquinha.
Eu às vezes saio de mim... só para ter saudade... e depois voltar,
achei que tudo estava sempre depois do horizonte, além de mim,
e na verdade... tudo está aqui dentro:
A solidez da luta, a firmeza para combater as vicissitudes,
e a temeridade para afrontar os desafios,
e não desmoronar.
Eu às vezes saio de mim... só para ver o que tem depois... da alma,
e me vejo ali... sozinho, vazio,
sem ninguém para dizer-me: não desista.
E daí... volto correndo para dentro... em festa,
eu, minha alma... a bailarina louca, duas borboletas,
dois bem-te-vis, e um beija-flor...
e vamos bebericar taças de vinho... ao pé do meu jequitibá,
e docemente celebrar o silêncio... a nossa resistência,
a nossa coragem para ser feliz.
- a força do nosso amor.

Ari Mota


sábado, 2 de abril de 2011

2012 O ASCENDER DO AMOR

Se um dia... lá pelas tantas de 2012,
uma vibração irromper de dentro, sacudir sua essência,
e um magnetismo transpassar e estremecer a alma,
como uma ventania em descontrole, como sismos em violência,
não se atemorize, nem se sobressalte em desordem,
desacredite nestes ensaios apocalípticos, nestes medos de tudo findar.
A dimensão do existir ultrapassa a fronteira do fim,
a vida é muito, é intensa, imensa... para tudo acabar.
Você na verdade, pode estar no melhor do seu tempo,
tempo de redefinir, redirecionar o que tem de sentimento,
é o momento de aumentar a intensidade da luz, do seu próprio brilho,
da sua mudança consciencial, rever paradigmas, rotas,
dimensionar o que é... e para que veio,
nada termina, tudo se transforma, muda, encare as mudanças sem receio.
É chegada à hora de se realinhar com o universo, consigo mesmo,
e não mais vagar em desvario, perder-se à esmo.
Ilumine-se... a escuridão é apenas a ausência da luz.
Terá que impor algumas podas, repaginar o olhar,
desembrutecer a alma, sorrir, abraçar, alentar.
Será o tempo do ascender do amor,
jogue fora a sisudez de profeta, brinque de poeta,
iluda a solidão, rompa a emoção,
procure alguém para amar,
não esteja sozinho.
Procure alguém para receber,
seus carinhos.
2012... a era do amor,
ame em demasia,
em fantasia,
e para sempre.

Ari Mota