Caminho todas as manhas de forma habitual... e feliz.
Nas minhas manhas encontro com vários tipos, diversas personalidades,
uns correm, outros andam simplesmente, uns em silêncio,
outros ouvindo algo, já encontrei um que estava dançando sozinho.
E muitos passam por mim falando, talvez com a própria alma,
uns de preto, outros coloridos, magros, obesos, outros nem tanto,
sempre encontro os desesperados, os calmos, os solitários como eu.
Nos últimos meses, duas senhoras de forma e expressão antagônica,
passam por mim...e não pude deixar de percebê-las:
A primeira, ar sisudo, olhar introvertido, andar abstraído,
traz em sua mão um terço, ora desesperadamente, ferozmente.
Passa por mim, e não me vê, e por diversas vezes procuro o seu olhar,
não os encontro, são olhares de arrogância, gestos vaidosos,
manifestação presunçosa... como se Deus fosse sua propriedade,
e que somente ela o representa nesta fugaz vida terrena.
Passa e não percebe as pessoas, os pássaros, em fim... o mundo.
Tem uma manifestação facial carregada de ódio, desdém,
parece-me que traz na sua personalidade aversão ao encontro.
A segunda, foi acometida de alguma doença, tem uma paralisia,
sente dificuldade de locomoção, e tem o uso de uma bengala.
Mas, caminha... sorrindo, traz consigo uma revoada de borboletas,
em vez do terço segura firme a bengala, não acena com as mãos,
o faz com um sorriso, aberto, livre, sem mácula, aventuroso.
Celebra a vida, sem tê-la na íntegra, olha tudo e todos, brilha.
Aprendeu que a vida é uma existência imprevisível, vive em um sorriso.
Sorri pra vida, para as pessoas, para o mundo, e para ela mesma.
Quando a encontro é minha melhor oração do dia.
Nas minhas manhas encontro com vários tipos, diversas personalidades,
uns correm, outros andam simplesmente, uns em silêncio,
outros ouvindo algo, já encontrei um que estava dançando sozinho.
E muitos passam por mim falando, talvez com a própria alma,
uns de preto, outros coloridos, magros, obesos, outros nem tanto,
sempre encontro os desesperados, os calmos, os solitários como eu.
Nos últimos meses, duas senhoras de forma e expressão antagônica,
passam por mim...e não pude deixar de percebê-las:
A primeira, ar sisudo, olhar introvertido, andar abstraído,
traz em sua mão um terço, ora desesperadamente, ferozmente.
Passa por mim, e não me vê, e por diversas vezes procuro o seu olhar,
não os encontro, são olhares de arrogância, gestos vaidosos,
manifestação presunçosa... como se Deus fosse sua propriedade,
e que somente ela o representa nesta fugaz vida terrena.
Passa e não percebe as pessoas, os pássaros, em fim... o mundo.
Tem uma manifestação facial carregada de ódio, desdém,
parece-me que traz na sua personalidade aversão ao encontro.
A segunda, foi acometida de alguma doença, tem uma paralisia,
sente dificuldade de locomoção, e tem o uso de uma bengala.
Mas, caminha... sorrindo, traz consigo uma revoada de borboletas,
em vez do terço segura firme a bengala, não acena com as mãos,
o faz com um sorriso, aberto, livre, sem mácula, aventuroso.
Celebra a vida, sem tê-la na íntegra, olha tudo e todos, brilha.
Aprendeu que a vida é uma existência imprevisível, vive em um sorriso.
Sorri pra vida, para as pessoas, para o mundo, e para ela mesma.
Quando a encontro é minha melhor oração do dia.
Em seu sorriso encontro... paz, perseverança e Deus.
Ari Mota

