Tenho dois amigos de infância, ambos envelhecidos como eu,
lembram-me da distancia entre eles...
Um preso aos sonhos e caminho dos outros... o outro livre.
Um deles enroscava-se em sentimentos alheios, emoldurava-se na janela da vida,
aprisionava-se a outros olhares, tomava poeira dos que estavam em sua frente:
só para segui-los, ou tentar conduzi-los pelos destinos da existência.
Ele sempre procurava saber de nossos amores, segredos, e nossa essencialidade,
na verdade ele intervinha em nossas vontades, em nossos desejos, em nossos vôos.
Ele nos olhava... como um tratador de ovelhas, e nós, só o queríamos como um amigo.
Dia desses... o encontrei berrando num galpão, com uns incautos... e um Deus surdo.
Tive a impressão que não mudara... continua como tratador de ovelhas.
Quando jovens tínhamos sonhos diferentes, caminhos difusos.
Mas, o outro amigo “o livre“, não é melhor nem maior... é ele.
Suscita a individualidade, aspira somente carregar sua própria alma,
lembram-me da distancia entre eles...
Um preso aos sonhos e caminho dos outros... o outro livre.
Um deles enroscava-se em sentimentos alheios, emoldurava-se na janela da vida,
aprisionava-se a outros olhares, tomava poeira dos que estavam em sua frente:
só para segui-los, ou tentar conduzi-los pelos destinos da existência.
Ele sempre procurava saber de nossos amores, segredos, e nossa essencialidade,
na verdade ele intervinha em nossas vontades, em nossos desejos, em nossos vôos.
Ele nos olhava... como um tratador de ovelhas, e nós, só o queríamos como um amigo.
Dia desses... o encontrei berrando num galpão, com uns incautos... e um Deus surdo.
Tive a impressão que não mudara... continua como tratador de ovelhas.
Quando jovens tínhamos sonhos diferentes, caminhos difusos.
Mas, o outro amigo “o livre“, não é melhor nem maior... é ele.
Suscita a individualidade, aspira somente carregar sua própria alma,
caminha solto, sem amarras, nunca prendeu ninguém a sua vontade,
venera o livre arbítrio, permeia os vôos e os saltos sobre os abismos do medo,
respira o acaso do sorriso e jamais ofusca o brilho de outras almas, vive desatado.
O encontro sempre... recebe-me com um beijo na testa... é puro como uma borboleta.
Nunca quis acessar minha intimidade.... nem direcionar meu rumo, meu destino,
ele é meu melhor amigo... não sabe nada de mim... nem eu dele.
Há uma convivência pacifica entre nossas diferenças,
e de comum... o respeito.
Ari Mota

